domingo, 14 de setembro de 2008

Meus tesouros

São graças do Senhor, esses meus (teus) tesouros, são lírios que desabrocham numa tarde chuva, são teus esses meus tesouros, são os seios que pedi a Deus. Serão meus olhos que enamorados por tais monumentos. Se curvam numa vénia de vaidade e contemplação, são elevações que acima do nível do mar se erguem para lá do meu desejo.
São vidas que alimentam, são pecados que atormentam, são dedos que chamam por lhes tocar, são lábios que morrem em prol de os beijar.
São meus tesouros, o que mais precioso tenho, são teus seios, são setas do Cupido que adoçam meu desejo, são altares de pecado, são fontes de inspiração, são raios que florescem e não se esquecem, são pétalas que tingem o olhar, são virgens a cada manhã, são solo sagrado por profanar, são focos de incêndio por deflagrar.
São meus tesouros tais ouros, tais luas por descobrir numa qualquer tela de cinema.
São tudo o que tenho na vida, são eles os meus tesouros.


Pedro Lopes

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