domingo, 14 de setembro de 2008

Quartos de hotel

Apetece-me ouvir-te dizer de novo: - Quero-te sentir. Aperta-me, aperta-me… Com força, força…
Pena que tudo passou, apesar do que nele se chorou.
As lembranças que ficaram, os quartos de hotel que nos abençoaram.
Parece que foi ontem na memória de hoje tão vivas, tão sentidas, porém ainda inibidas.
Os gemidos da cama que incomodavam os vizinhos. Que nos importava? Unidos pelo pecado continuávamos imunes, alheios a tudo.
Numa atmosfera de sedução olhavas para mim com ambição, na hora que reclamavas para ti meu corpo. Sem poder dizer “não” deixava-me levar por tuas mãos, dedos e lábios e era tão bom viver as nossas fantasias.
As vezes me pergunto como seria se não te tivesse deixado partir naquela manhã de chuva, se ainda estaríamos juntos…


Pedro Lopes

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